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Perfil do Marquês de Pombal / Camilo Castelo Branco ; Augusto César Pires de Lima

Main Author: Castelo Branco, Camilo, 1825-1890.Secondary Author: Lima, Augusto César Pires de, 1883-1959, RevisorLanguage: por.Country: Portugal.Edition Statement: 4ª ed.Publication: Porto : Domingos Barreira-Editor, 1943Description: 264,[7] p. : il. ; 20 cm.Series: Colecção portuguesa, 13Abstract: Publicado originalmente por ocasião das comemorações do Centenário de Pombal, em 1882, o livro acaba por ser um libelo contra aquele governante e a má gestão da dinastia de Bragança. Para além do seu valor literário, e acima do rigor e isenção que Camilo lhe pretende atribuir, a obra oferece sobretudo estimulante matéria de reflexão sobre uma das épocas mais marcantes da história de Portugal. «Este livro não pode agradar a ninguém. Nem aos absolutistas, nem aos republicanos, nem aos temperados. Chamo «temperados» aos que se atemperam às circunstâncias do tempo e do meio. São os piores, porque são mistos – têm três doses da bílis azeda dos três partidos. São a mentira convencional – a máscara. Déspotas para zelarem a liberdade, livres para glorificarem o despotismo. Escreveu-se esta obra de convicção, e sem partido, com uma grande serenidade e pachorra. Não se ama nem desama alguma das facções e fracções militantes. Sou um mero contemplador da fundição do metal de que há-de sair a estátua da liberdade portuguesa; mas, em meio século, será difícil empresa desagregar o bronze, estreme do chumbo e da escumalha de ferro.» Camilo Castelo Branco, in “Proémio”.Subject - Personal Name: Pombal Marquês de 1699-1782 -- [Biografias] Online Resources:Clique no seguinte para: List(s) this item appears in: Memórias de Oeiras
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Publicado originalmente por ocasião das comemorações do Centenário de Pombal, em 1882, o livro acaba por ser um libelo contra aquele governante e a má gestão da dinastia de Bragança. Para além do seu valor literário, e acima do rigor e isenção que Camilo lhe pretende atribuir, a obra oferece sobretudo estimulante matéria de reflexão sobre uma das épocas mais marcantes da história de Portugal. «Este livro não pode agradar a ninguém. Nem aos absolutistas, nem aos republicanos, nem aos temperados. Chamo «temperados» aos que se atemperam às circunstâncias do tempo e do meio. São os piores, porque são mistos – têm três doses da bílis azeda dos três partidos. São a mentira convencional – a máscara. Déspotas para zelarem a liberdade, livres para glorificarem o despotismo. Escreveu-se esta obra de convicção, e sem partido, com uma grande serenidade e pachorra. Não se ama nem desama alguma das facções e fracções militantes. Sou um mero contemplador da fundição do metal de que há-de sair a estátua da liberdade portuguesa; mas, em meio século, será difícil empresa desagregar o bronze, estreme do chumbo e da escumalha de ferro.» Camilo Castelo Branco, in “Proémio”

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