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A unidade da oposição à ditadura 1928-1931 / org. pref., notas A. H. de Oliveira Marques.

Main Author: Marques, A. H. de Oliveira, 1933-2007Language: por..Edition Statement: 2ª ed.Publication: Mem Martins : Europa-América, imp. 1976.Description: 156 p. ; 21 cm.Series: Estudos e documentos, Série história de Portugal contemporâneo documentos, 82.Abstract: “A revolução de 28 de Maio de 1926 impôs à Nação uma ditadura militar que duraria oficialmente até à entrada em vigor da Constituição de 1933. Mas ditadura não quis, de forma alguma, significar unidade ou homogeneidade. Na chefia dos governos sucederam-se as personalidades: Cabeças, Gomes da Costa, Carmona, Vicente de Freitas, Ivens Ferraz, Domingos de Oliveira e, finalmente, Salazar. Ao nível das várias pastas, a instabilidade foi ainda maior. Os ditadores não se entendiam nem se aguentavam. Geralmente mal preparados para as tarefas governativas, ou medíocres em aptidões, os ministros falhavam nos seus propósitos, hesitavam na acção a seguir, procediam mal, voltavam atrás, contribuindo para agravas a situação e caracterizar a Ditadura como um regime caótico, pior do que as piores fases da República Democrática. Nestas circunstâncias, pode perguntar-se por que motivo não foi possível a restauração das «liberdades fundamentais». O regresso ao regime parlamentar democrático com que sonhava a Oposição. A resposta está, em parte – só em parte -, nas divisões internas que dilaceravam, impedindo a unidade das forças republicanas dispostas a combater a Ditadura, unidade que era grande aspiração de quase todos oposicionistas, tanto dentro como fora do País.” .Audience: ADULTO. List(s) this item appears in: Livros que Abril Libertou
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Texto Texto Biblioteca Municipal de Oeiras
Depósito Oeiras
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“A revolução de 28 de Maio de 1926 impôs à Nação uma ditadura militar que duraria oficialmente até à entrada em vigor da Constituição de 1933. Mas ditadura não quis, de forma alguma, significar unidade ou homogeneidade.

Na chefia dos governos sucederam-se as personalidades: Cabeças, Gomes da Costa, Carmona, Vicente de Freitas, Ivens Ferraz, Domingos de Oliveira e, finalmente, Salazar. Ao nível das várias pastas, a instabilidade foi ainda maior. Os ditadores não se entendiam nem se aguentavam. Geralmente mal preparados para as tarefas governativas, ou medíocres em aptidões, os ministros falhavam nos seus propósitos, hesitavam na acção a seguir, procediam mal, voltavam atrás, contribuindo para agravas a situação e caracterizar a Ditadura como um regime caótico, pior do que as piores fases da República Democrática.

Nestas circunstâncias, pode perguntar-se por que motivo não foi possível a restauração das «liberdades fundamentais». O regresso ao regime parlamentar democrático com que sonhava a Oposição. A resposta está, em parte – só em parte -, nas divisões internas que dilaceravam, impedindo a unidade das forças republicanas dispostas a combater a Ditadura, unidade que era grande aspiração de quase todos oposicionistas, tanto dentro como fora do País.”

ADULTO

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